Era muito cedo quando ela entrou em Misfah. A aldeia despertava suavemente ao som da água que serpenteava pelos milhares de canais de irrigação, os falajs. Com as mãos cobertas de símbolos desconhecidos, ela tocava delicadamente as árvores, os rebentos e os frutos jovens.
A natureza começou a sussurrar. Romãs, alperces, figos e amêndoas amadureceram. As rosas abriram-se num caleidoscópio de cores intensas. As palmeiras vergavam sob o peso das suas tâmaras orgulhosas. À medida que avançava, Misfah transformava-se numa aldeia extraordinária. Uma cornucópia ao ar livre, onde cada respiração era uma oportunidade para descobrir um novo aroma.
Notas olfativas: Davana, rosa absoluta, mel de tâmara, amêndoa